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Território da Bocaina avança na consolidação da Agenda 2030

Atualizado: 16 de Nov de 2018


Aproximar as metas globais dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, que compõem a Agenda 2030, na escala local do território da Bocaina é um dos desafios do trabalho desenvolvido pelo Observatório de Territórios Sustentáveis e Saudáveis da Bocaina (OTSS-Fiocruz). Buscando fortalecer e aprimorar esse processo, o Observatório realizou, durante os dias 25 e 26 de outubro, uma oficina de avaliação da Agenda 2030 com a participação de pesquisadores da Fiocruz e de moradores de comunidades tradicionais da região.


“A avaliação da Agenda 2030 é a etapa mais complexa e mais difícil, pois se trata da conversão de uma inspiração a uma realidade em termos de mudança em políticas públicas e de práticas das comunidades e da produção de bens e serviços do mundo”, afirma Rômulo Paes, especialista em política, planejamento e gestão em saúde do Instituto René Rachou (IRR/Fiocruz Minas). Comunidades indígenas, caiçaras e quilombolas dos municípios de Angra dos Reis (RJ), Paraty (RJ) e Ubatuba (SP) integram o projeto do OTSS e formam o Fórum de Comunidades Tradicionais (FCT).


“Nós discutimos muito a importância da integração, as possibilidades e as limitações de monitoramento e avaliação no território. Avançamos dentro do nosso conjunto de indicadores e nos aproximamos cada vez mais daquilo que será a metodologia final de monitoramento e avaliação nesses ciclos até 2030”, avalia Cristiano Lefetá, assessor para a Avaliação Territorializada da Agenda da equipe OTSS. 


“É importante conhecer como as experiências estão se dando a nível local. É fundamental tanto para o local que avalia suas próprias ações quanto para outros locais, outras comunidades que enfrentam os mesmos desafios”, acrescenta.


OTSS – Um modelo de implementação da Agenda 2030

Experiências assim são muito importantes pois aproximam os objetivos e metas da Agenda 2030 das realidades locais e dos cidadãos, que são os atores efetivos para sua realização. Essa abordagem está em consonância com a proposta da Agenda, que tem como lema “ninguém deixado para trás” e tem como um de seus objetivos as parcerias (ODS 17).

“A Fiocruz tem desenvolvido uma estratégia para a Agenda 2030 com uma série de articulações e tecnologias. Aqui no território da Bocaina, a nossa experiência no OTSS tem sido considerada referência por lidar com a escala local e representar a perspectiva da instituição dentro das ações para o desenvolvimento sustentável”, destaca Edmundo Gallo, coordenador do OTSS e pesquisador da Fiocruz. 


Segundo ele, o OTSS é uma inspiração dentro do Programa Institucional de Territórios Sustentáveis e Saudáveis (Pitss) e trabalha de maneira a estimular e fortalecer esse programa dentro da Fiocruz. “Temos um papel relevante no sentido de trazer o movimento social para dentro da Fiocruz para juntos promovermos o processo de implantação dos ODS”, explica. 

Para o especialista da Fiocruz, que já foi diretor do  Centro Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (Rio+) Rômulo Paes, referências como essa podem ser muito úteis para os países de modo que eles possam disseminar as melhores experiências e sistematizá-las para tornar a Agenda 2030 um veículo efetivo de mudança na forma com que se produz, se consome e se realiza a ação pública no mundo. 


“Sobre o alcance dos ODS na região, todo o trabalho do OTSS está voltado a esse propósito. O processo de monitoramento e avaliação territorializada da Agenda 2030 nos ajudará a verificar fortalezas e fragilidades das ações desenvolvidas e corrigir os rumos quando necessário”, comenta Cristiano Lafetá. Ele explica também que o encontro foi o momento de consolidar o processo de desenho da pesquisa. “As contribuições do Rômulo Paes serão de grande importância tanto na definição da metodologia de monitoramento e avaliação - e aí estamos falando desde definições prévias, como a amostragem, coleta de dados secundários e formas de entrada e coleta de dados primários nas comunidades até o tratamento, a análise e uso das informações obtidas pelo OTSS”, conclui. 



Reportagem: Vanessa Cancian

*com informações da Agência Fiocruz de Notícias

Foto: Eduardo Napoli

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