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OTSS promove formação em escrita acadêmica para povos e comunidades tradicionais

A divulgação acadêmica é uma necessidade da pesquisa-ação. Saiba mais sobre a atividade que uniu técnicos e pesquisadores comunitários em torno do desafio de levar à academia as reflexões dos povos tradicionais da Bocaina.

Lugar de quilombolas, indígenas e caiçaras é na Academia sim! Esta semana, o Observatório de Territórios Sustentáveis e Saudáveis da Bocaina (OTSS) promoveu mais uma edição da formação “Mentes Abertas e Corações Pulsantes”, cujo tema foi “Produção Acadêmica: como mostramos para o mundo o que temos construído juntos”. Participaram da atividade mais de vinte técnicos e representantes de comunidades tradicionais de Angra dos Reis, Paraty e Ubatuba, que já atuam como pesquisadores comunitários do OTSS e do Fórum de Comunidades Tradicionais (FCT).


“A divulgação acadêmica é uma necessidade da pesquisa-ação. Por isso, chegou o momento de nos organizarmos coletivamente para mostrar nossas ações no mundo acadêmico, valorizando todos os saberes, para fomentar o desenvolvimento de territórios sustentáveis e saudáveis”, destacou Indira Alves França, coordenadora de Gestão de Saberes do OTSS.

Durante a atividade, foram discutidas estruturas de artigos acadêmicos, como escrevê-los juntos e temas importantes para o território que já são alvo de pesquisa pelos comunitários e técnicos do OTSS. Também foram debatidos os princípios da Ecologia de Saberes e da Pedagogia da Autonomia, do educador Paulo Freire, que norteiam as metodologias de pesquisa-ação do Observatório.


“A importância da aproximação entre a academia e a comunidade é a valorização dos saberes porque, historicamente, nós temos uma lógica de ciência que valoriza um saber em detrimento de outro. Então quando os saberes conseguem se relacionar, se reconhecer e se valorizar, com certeza o novo que sai disso é muito melhor”, destacou Ronaldo Santos, integrante do FCT e presidente da Associação de Moradores do Quilombo do Campinho (AMOCQ).


“Academia e conhecimento tradicional devem andar juntos para transformar de fato uma realidade”, completou o caiçara Santiago Bernardes, articulador do FCT em Ubatuba e pesquisador comunitário do OTSS. Ele dá como exemplo a construção do Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental do Litoral Norte de Ubatuba, na qual o conhecimento tradicional da pesca artesanal poderia estar sendo mais valorizado, e as práticas agroecológicas já desenvolvidas pelas comunidades tradicionais caiçaras, que têm dificuldade de serem apropriadas pela academia.


Biblioteca Virtual do OTSS

Para acessar artigos já escritos por técnicos e pesquisadores comunitários do OTSS, é só acessar nossa biblioteca biblioteca virtual aqui: https://www.otss.org.br/artigos. Entre outros temas já publicados estão: Promoção da saúde e desenvolvimento sustentável: Governança em saúde; Abordagens ecossistêmica e comunicativa na implantação de Agendas territorializadas; e a efetividade dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODSs) no contexto dos povos e comunidades tradicionais.


Texto e Foto: Vinícius Carvalho/Comunicação OTSS