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FCT e Orquestra Mundana Refugi dão início à construção da Orquestra dos Povos e Comunidades Tradicionais



 Está nascendo a Orquestra dos Povos e Comunidades Tradicionais, um projeto concebido para celebrar a riqueza cultural de territórios caiçaras, indígenas e quilombolas localizados no litoral sul do Rio de Janeiro e no litoral norte de São Paulo. Idealizada no âmbito da Campanha Territórios Vivos do Fórum de Comunidades Tradicionais (FCT), a orquestra conta com o apoio do Observatório de Territórios Sustentáveis e Saudáveis da Bocaina (OTSS) e  ganha forma com o apoio do experiente maestro Carlinhos Antunes, da Orquestra Mundana Refugi.

 

“Estou muito feliz em trabalhar com esses três segmentos importantíssimos, que são os indígenas, os quilombolas e os caiçaras. É um trabalho que envolve o respeito a essas culturas. E vamos fazer disso um caldo importante, que cada cultura se sinta representada e, ao mesmo tempo, representando a cultura do outro. Esse trabalho vem ao encontro do que eu faço em São Paulo com a Orquestra Mundana Refugi, é uma orquestra que tem esse mesmo trabalho no sentido de juntar essas culturas diversas de vários povos do mundo”, afirma Carlinhos Antunes, Maestro, músico e dirigente da Orquestra Mundana Refugi.

 

No dia 27 de junho, o Rancho Caiçara no Perequê-Açu, em Ubatuba (SP), abrigou o primeiro encontro de músicos, fandangueiros e cirandeiros de Ubatuba e Tarituba dispostos a integrar a orquestra. O encontro foi marcado por muito aprendizado e troca de experiências entre as comunidades e o maestro.

 

“Esse momento foi um encontro entre caiçaras, e o maestro (Carlinhos Antunes) se dispôs a ir aos territórios para encontros com quilombolas e indígenas também. A intenção é realizar uma amostra dessa união dos três povos”, celebra Robinho Fernandes, caiçara, músico e integrante do GT Cultura do Fórum de Comunidades Tradicionais.

 

Os próximos encontros ocorrerão em comunidades quilombolas e indígenas para, então, unir as culturas dos três povos. A expectativa é transformar a experiência em uma apresentação pública ainda este ano durante o Encontro Internacional de Territórios e Saberes (EITS), que ocorrerá em Paraty entre os dias 09 e 15 de setembro.

 

“Esse é um trabalho pioneiro, juntar uma parte da Orquestra Mundana Refugi com essa orquestra dos povos tradicionais, um encontro internacional das culturas tradicionais de várias partes do mundo. Eu sou muito feliz de estar aqui passando a experiência para que a gente possa fazer valer essas culturas e que todas possam ser mais conhecidas não só aqui, mas fora da região, no Brasil inteiro e fora do Brasil inclusive”, completa Carlinhos.



Orquestra Mundana Refugi


Formada por 22 músicos imigrantes, refugiados de dez nacionalidades e brasileiros, a Orquestra Mundana Refugi apresenta um repertório repleto de diversidade musical que reflete as culturas de seus integrantes. Os instrumentos vão do kanun ao acordeom, passando pelo piano, Kemanche, cítara chinesa, bouzouki, alaúde, ronroco, derbak, djembe, doudouk e tantos outros. Para saber mais, clique aqui.


 Texto e fotos: Déborah Gérbera

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