Projeto Redes lança Rede de Formação Socioambiental para comunidades tradicionais de RJ e SP

Atualizado: 18 de ago.

Dedicado a 111 comunidades tradicionais que praticam a pesca artesanal de Mangaratiba (RJ) à Ilhabela (SP), Projeto Redes se prepara para o primeiro curso de sua Rede de Formação Socioambiental. Saiba mais sobre o Curso Maré de Saberes, cujas inscrições seguem abertas até o dia 28 de agosto.



No dia 23 de junho, o Projeto Redes deu um novo passo na consolidação desta segunda fase: o lançamento da Rede de Formação Socioambiental, processo consultivo e colaborativo que contou com educadores populares, pesquisadores e lideranças comunitárias, além de representantes das instituições parceiras nesta fase.


Prestes a iniciar o primeiro curso da Rede de Formação, os educadores, parceiros institucionais e lideranças escolheram o nome desta primeira formação: Maré de Saberes, uma alusão aos aprendizados e ciclos que a natureza marítima possibilita aos que navegam com respeito nas culturas do mar.


Curso Maré de Saberes


O curso Maré de Saberes faz parte da Rede de Formação Socioambiental, construído através das ações do Projeto Redes, e visa o fortalecimento comunitário das comunidades pesqueiras e caiçaras dos municípios de Mangaratiba, Angra dos Reis, Paraty, Ubatuba, Caraguatatuba, São Sebastião e Ilhabela. Para isso, o curso será alinhado à resistência e permanência das comunidades pesqueiras/tradicionais no território, buscando fortalecer sua autonomia por meio do licenciamento ambiental, economia solidária, justiça socioambiental, educação diferenciada e outros temas. Serão oferecidas 80 vagas, sendo 56 para comunitários e 24 para educadores da equipe que atua no Projeto Redes, que serão distribuídas em 2 turmas com 40 vagas para cada turma. A primeira turma será destinada aos comunitários residentes nos municípios do estado do RJ (Mangaratiba, Angra dos Reis e Paraty, incluindo o norte de Ubatuba- SP) e a segunda para os comunitários dos municípios de SP (Sul de Ubatuba, Caraguatatuba, São Sebastião e Ilhabela). O tempo de duração do curso é de um ano, contado a partir de setembro de 2022, sendo dividido em dois momentos: tempo escola e tempo comunidade. No tempo escola, há a necessidade dos cursistas acompanharem os conteúdos do curso durante 5 dias de forma integral, em local que será disponibilizado pela coordenação pedagógica. Para isso, a coordenação providenciará os custeios com deslocamento, hospedagem e alimentação dos cursistas. Após o período do tempo escola, os cursistas retornam às suas práticas nas comunidades, com acompanhamento pedagógico dos membros do curso, aplicando o conteúdo aprendido junto à sua realidade num período próximo a 2 meses. O curso não exige escolaridade mínima, porém é necessário ter acima de 18 anos, e será organizado a partir das metodologias da educação popular e da pedagogia da alternância. Ao final do curso, os participantes receberão um certificado emitido pelas instituições que fazem parte do consórcio do Projeto Redes: FCT, Fiocruz, UNESP e UFF.


O curso Maré de Saberes terá início em setembro e será composto por oito encontros formativos, onde o participante terá conhecimento do histórico das lutas e movimentos populares defensores do território, da pesca artesanal, os conflitos políticos e o racismo ambiental sofrido pelas comunidades tradicionais, em especial, as caiçaras.


Para se inscrever, clique aqui.


E para saber mais sobre o que vem por aí no Curso Maré de Saberes, é possível ouvir a série de podcasts “Vozes do Território” com episódios que contam, em detalhe, como vai funcionar a Rede de Formação e o seu primeiro curso. Para acessar, clique aqui.


Entendendo a Rede



O Projeto Redes é fruto de uma parceria com a Fiotec/Fiocruz por meio do Observatório de Territórios Sustentáveis e Saudáveis da Bocaina (OTSS), do Fórum de Comunidades Tradicionais (FCT), da Universidade Federal Fluminense (UFF) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Resultado de uma condicionante exigida à Petrobras pelo licenciamento ambiental federal, conduzido pelo Ibama, o Projeto Redes é uma política pública conquistada por comunidades tradicionais pesqueiras impactadas por empreendimentos de petróleo e gás natural no litoral norte de São Paulo e no litoral sul do Rio de Janeiro.


***



412 visualizações0 comentário