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COP30: Fiocruz e FCT anunciam realização do II Encontro Internacional de Territórios e Saberes

  • Foto do escritor: Débora Monteiro
    Débora Monteiro
  • 13 de nov. de 2025
  • 3 min de leitura

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Fórum de Comunidades Tradicionais (FCT) anunciaram, na COP30, a realização do II Encontro Internacional de Territórios e Saberes (EITS). Considerado um marco histórico no diálogo entre saber científico e tradicional para a promoção territorializada da saúde e do desenvolvimento sustentável, o novo encontro ocorrerá em setembro de 2027 na cidade de Paraty (RJ). 


O anúncio ocorreu nesta quinta-feira (13/11) durante a programação da Rede Marangatu: COP 30 & Cúpula dos Povos. Com o tema “Oceano de Encontros, Mar de Soluções: Justiça Climática e Diálogo de Saberes para Governança Costeira e Marinha através da Ciência Cidadã”, a iniciativa integra a programação oficial da Fiocruz na COP e é realizada em parceria com a Rede Marangatu, a Universidade do Estado do Pará (UEPA) e a Red de Mujeres Originarias por la Defensa del Mar.


Sobre o EITS


A primeira edição do EITS ocorreu entre os dias 09 e 13 de setembro de 2024 em Paraty (RJ) com a presença de mais de dois mil participantes, que representaram 28 países dos cinco continentes. A nova edição terá, entre seus objetivos, desenvolver uma proposta político-estratégica de incidência internacional para a promoção de Territórios Sustentáveis e Saudáveis (TSS), posicionando as comunidades e povos tradicionais no centro das discussões climáticas globais.


Para acessar o Resumo Executivo, clique aqui.
Para acessar o Relatório Final, clique aqui.

“O primeiro EITS consolidou uma trajetória de articulação entre instituições de ciência, tecnologia e inovação e movimentos de povos e comunidades tradicionais do Brasil e do mundo. A base dessa estratégia é o diálogo entre saberes científicos e tradicionais na busca por soluções territorializadas que promovam o bem-viver. E nesse momento em que a gente está na COP30, que discute a emergência climática e como combatê-la, sabemos como o conhecimento tradicional aliado ao conhecimento científico será um elemento fundamental para as soluções que precisamos”, afirmou Edmundo Gallo, pesquisador titular da Fiocruz e coordenador geral do Observatório de Territórios Sustentáveis e Saudáveis da Bocaina (OTSS), uma parceria entre a Fiocruz e o FCT.  


Entre os destaques do I EITS, estiveram as primeiras reuniões da história realizadas fora de Brasília pelo Conselho Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais (CNPCT), pela Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (CNAPO) e pela Câmara Temática de PCTs da Comissão Nacional dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (CNODS). Houve também o lançamento do Armazém do Território do Fórum de Comunidades Tradicionais no Centro Histórico de Paraty, a entrega do Termo de Compromisso do ICMBio que assegura o território tradicional ocupado por famílias caiçaras de Trindade e o lançamento da Central de Turismo de Base Comunitária da Rede Nandereko do FCT, entre outras ações importantes para a defesa dos territórios tradicionais.

“Construímos este encontro para fortalecer redes e debates que contribuam para garantir os direitos dos povos e comunidades tradicionais”, destacou Vagner do Nascimento, integrante do colegiado de coordenação do Fórum de Comunidades Tradicionais (FCT) e coordenador geral do OTSS.  

A realização do I EITS foi fruto de uma parceria entre a Vice-Presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde da Fiocruz (VPAAPS) e o Fórum de Comunidades Tradicionais (FCT) por meio do Observatório de Territórios Sustentáveis e Saudáveis da Bocaina (OTSS), a Universidade Federal Fluminense (UFF), a Universidade Estadual Paulista (UNESP) e o Colégio Pedro II (CPII). 


Também participaram como parceiros a Coordenação Nacional de Comunidades Tradicionais Caiçaras (CNCTC), a Coordenação Nacional de Comunidades Negras e Rurais Quilombolas (CONAQ), a Comissão Guarani Yvyrupá (CGY), o Fórum dos Pescadores em Defesa da Baía de Sepetiba, o Fórum de Povos e Comunidades Tradicionais do Vale do Ribeira, o Fórum de Povos e Comunidades Tradicionais de Sergipe, o Fundo Brasileiro de Educação Ambiental (Funbea), a Universidade Federal de Sergipe (UFS), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (Icomos), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a ONG Verde Cidadania, o Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), o Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (FICA), a Universidade Federal de Goiás (UFG), a Fundação de Rádio e Televisão Educativa e Cultural (Fundação RTVE) e o Governo de Goiás, com apoio do Fundo Casa.



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